Depois de muito tempo decidi que o melhor a fazer era escrever logo sobre essa trilha, sem pensar muito.
Acho que demorei pra escrever por medo, medo do que escrever, quais imagens colocar, como me posicionar sobre a trilha e tudo mais.
Mas o melhor nesses casos é fazer o que eu sempre faço e ir com medo mesmo, então se posso deixar uma reflexão já no começo é sempre que estiver com medo, vá com medo mesmo, vai ficar tudo bem.
Eu sempre ouvi sobre essa trilha, que era muito linda e bem longa, mas geralmente as pessoas falavam que não tinha subida.
Bom quando cheguei descobri que tinha subida sim e me senti meio chateada com isso.
Infelizmente meu condicionamento físico não está muito bom, já tem algum tempo que não faço trilhas e não gosto de exceder meus limites, trilha pra mim é momento de lazer é pra curtir.
Enfim, na hora da subida depois de bastante tempo andando acabei me sentindo mal, com a cabeça girando a barriga estranha e precisei parar e sentar um pouco.
Minha cabeça latejava e minhas pernas estavam fracas.
Me senti péssima por ter precisado parar, algumas pessoas extremamente gentis me ajudaram, ficaram comigo, me deram coisas de comer com medo de ser algum problema de pressão, foram verdadeiros anjos.
Bebi água e depois continuei a trilha, ela é incrivelmente linda mesmo, possui uns pontos de mata mais fechada onde você caminha ouvindo o som das águas.
Depois de um tempinho um mirante também com uma paisagem muito bonita.
No caminho encontramos morangos e amoras selvagens.
Essa trilha começa no Espraiado, Maricá- RJ e vai até Tomascar, Rio Bonito - RJ e o ponto de encontro foi no Sítio do Riacho.
Gostaria de deixar registrado por aqui que nesse dia infelizmente eu me atrasei bastante e fui a última pessoa a chegar no ponto de encontro, isso não foi nada legal da minha parte e me senti péssima comigo mesma por isso. Vou fazer o possível para que não se repita.
Mas sou extremamente grata aos líderes do evento que me aguardaram e foram extremamente gentis.
No início a gente passa pelo mirante do Vale de São Francisco
A trilha em si, embora tenha seus desafios por ser muito longa e íngreme, é lindíssima. Enquanto fazia a trilha me senti muito grata por poder me conectar com a natureza e pelo oportunidade de estar contemplando paisagens tão lindas e únicas.
Ao longo da trilha passamos por muitos córregos e em alguns momentos enquanto estava caminhando, era possível ouvir o som das águas correndo e isso foi muito gratificante.
Nesse ponto da trilha já tínhamos feito todo caminho que seria de subida e daí por diante seriam momentos de descida e já estávamos mais perto de chegar a Tomascar.
Quando em fim, chegamos em Tomascar paramos em um lugar super charmoso pra almoçar e estava acontecendo até uma feirinha de artesanato.
Não cheguei a comprar nada, pois me falaram que lá só aceitava dinheiro em espécie e eu só tinha o valor do almoço mesmo.
A comida era gostosa, com fogão a lenha, tinha algumas opções de saladas e legumes.
Tinham opções legais de carnes de panela, também.
Após o almoço seguimos para a cachoeira e lá o que mais me deu alívio foi ver que não estava lotado. Tinha lugar pra sentar, algumas famílias, uns meninos pequenos brincando.
O sol estava presente mas tinham muitas árvores e lugares com sombra.
Eu sentei e fiquei observando o cenário, escrevendo no caderno e por um momento pensei que seria o suficiente.
Contudo pensei que queria escrever sobre aquele lugar e ter ido até lá e não entrar na cachoeira seria uma "viagem perdida".
Então mesmo sentindo a água extremamente gelada e sem muita vontade de ficar de biquíni eu venci tudo isso e fui pra cachoeira tirar umas fotos.
Tinha uma moça muito simpática que estava tirando fotos e quando pedi pra tirar uma foto minha ela aceitou na hora e disse:
- Eu tiro a sua foto e depois você tira a minha, tudo bem?
- Claro, sem problemas, muito obrigado. Eu respondi.
As fotos ficaram legais e a água bem gelada, mas foi ótimo pra renovar as energias e ajudar com o calor.
Sempre achei que banho de cachoeira não lava apenas o corpo, lava a alma também.
Com certeza, você já se banhou na queda de uma cachoeira, sentindo a sensação, da sua alma, sendo purificada por inteira.
Descansamos mais um pouquinho e depois foi o momento de fazer o caminho de volta, que nesse caso foi bem mais tranquilo, pois o período de subida, embora no sol, era mais curto e o restante do percurso seria de descida.
Obrigada por ter ficado até aqui!





























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